Minha profissão é, digamos, pouco ortodoxa: sou traficante de explosivos.
Outro dia arrumei uma namoradinha na casa de bailes do Mário Zan. Era uma
lourinha burrinha de cinqüenta e poucos quilos, rosto redondo, beiçoluda e
dona de um bundão digno de nota. Levei a galega para minha casa e tivemos uma
noite e tanto de amores. Pela manhã me levantei para dar um mijão e encontrei a
moça fuçando na penteadeira onde guardo as amostras das minhas mercadorias.
A tolinha olhou para mim mostrando as orelhas e dizendo: "Olha estes brincos
que arranquei daquelas pêras de ferro que você guarda na gavetinha da
cômoda!", vi duas granadas sem pinos e só tive tempo de me atirar pela porta do
banheiro. Perdi um tímpano e engoli um pivô de ouro. Minha pitchula ficou sem cabeça;
parte do seu corpo que, diga-se de passagem, ela nunca usou muito na vida.
Rio de Janeiro (RJ) - Em 2003, o Conjunto Cultural da Caixa montou uma bela
exposição sobre os diferentes tipos de gravura, materiais
utilizados na confecção dos trabalhos, e até um ateliê para o
público participar.
Desde o dia 7 de maio o carioca ganhou outra exposição de
gravuras de cunho didático. Até o dia 25 de julho, o espaço
Arte SESC, no bairro do Flamengo, estará de portas abertas
com "A Arte da Gravura". As salas estão organizadas da
seguinte forma: cada uma expõe um texto informativo sobre as
técnicas artesanais da gravura (litografia, xilografia,
serigrafia e gravura em metal) e mostra trabalhos
específicos. E para exemplicar há obras de 4 consagrados
artistas em cada uma das modalidades. Oswaldo Goeldi com a
xilo, Iberê Camargo com a gravura em metal, Darel com a lito,
e Dionísio Del Santo com serigrafia.
Há também obras de outros artistas brasileiros e uma sala com
trabalhos de Matisse. Uma boa pedida para as tardes de
sábado, onde você pode esticar o programa com as variadas
atrações do SESC. Mais informações através do site:
http://www.sescrj.com.br/(Thatiana Murillo)
Seminário de Educação e Cultura Afro-Brasileira
Santos, SP - A Casa de Cultura da Mulher Negra existe desde junho de 1990, na cidade
paulista de Santos, realizando um trabalho de oferta de assistência jurídica e apoio
psicológico a mulheres, crianças e homens em casos de racismo e violência doméstica e
sexual. Além de promover encontros, campanhas e debates, e de exercer participação
ativa em encontros internacionais, a CCMN também edita desde 2001 a revista
Eparrei, e está agora realizando o Seminário Nacional de Educação e Cultura
Afro-Brasileira, com o tema "Por uma educação sem discriminação". O seminário
ocorrerá nos dias 10 a 13 de junho, e você pode obter maiores informações clicando na
imagem à direita, onde reproduzimos mensagem enviada por Ana Garcia, curadora do
Memorial Lélia Gonzalez.
Nicolau Facchinetti
Praia de Botafogo, 1871
Rio de Janeiro (RJ) - Difícil alguém que ainda não tenha visto alguma imagem
produzida por um artista plástico, fotógrafo ou naturalista
do século XIX. Mesmo aqueles que não são aficionados por
exposições, com certeza já se depararam com gravuras de Jean
Baptiste Debret em livros didáticos de História... Augusto
Malta, Marc Ferrez, Nicolas Antoine Taunay, Johann Moritz
Rugendas e o próprio Debret costumam ser os mais 'incensados'
e exibidos pelos centros culturais. Porém, existem outras figuras relevantes.
Um deles é a do pintor italiano Nicolau Facchinetti (1824-
1900). Embora seu trabalho faça parte de acervos importantes,
nunca havia sido reunido para exposição exclusiva. Por isso,
o carioca tem agora a oportunidade de conhecer mais a fundo
as obras de Fachinetti, em cartaz no CCBB até o dia 6 de
junho. São 106 telas pinçadas de 55 coleções brasileiras
públicas e particulares. OBS: a exposição privilegia a
pintura de paisagem. (Thatiana Murillo)