Misto de seção de cartas, livro de
recordações, agenda, diário, mural de recados, livro-caixa, manual
do escoteiro, guia de viagem, lista de compras, bloco de anotações,
caderninho de telefones.
A especialização traz benefícios. Possibilita pesquisas e
experimentos, e é a força motriz do progresso. Mas também destrói os denominadores
comuns culturais que permitem a coexistência, a comunicação e a solidariedade. E
leva à separação dos seres humanos em guetos culturais de especialistas, confinados
- pela linguagem, por códigos de conduta e pelo conhecimento particularizado - a
uma especificidade contra a qual um antigo provérbio já nos advertia: não se
concentre tanto na folha, a ponto de esquecer que ela é parte da árvore e esta, da
floresta.
Mario Vargas Llosa, em texto publicado na revista Seleções
e em mail que circula por aí.
Especialista em juntar entretenimento com
experimentação e em deixar a platéia suspensa entre o encanto e a vertigem, a
coreógrafa Deborah Colker retorna com sua companhia de dança em um novo
espetáculo: 4x4 é a incursão de Deborah no universo das artes plásticas, fazendo
com que seus bailarinos não apenas circulem no meio de obras de arte ou interajam com
elas. Pela inquietação, lirismo e ousadia, parece que a intenção do grupo ou é
fundir-se com o cenário, ou construir uma nova forma de expressão em cima dessa mistura.
Deborah dividiu o espetáculo em partes distintas e quis que cada uma delas fosse um
objeto artístico a ser explorado pelo público. Provocadora e adepta de desafios, ela
tanto pode criar um quadro (Mesa) que parece uma engrenagem se movendo em
câmera lenta, quanto levar o espectador ao delírio no deslumbrante Vasos, onde
todos se movem, pulam, correm e deslizam entre noventa vasos espalhados pelo chão, sem
esbarrar em nenhum, até o momento em que estes mesmos vasos se erguem no ar sobre
suas cabeças.
A mulher é curiosa, e abusada. Quer estudar, com seus trabalhos (4x4 é o quinto,
desde 1994), a "relação tempo-espaço" e interferir "na sensação espacial das coisas".
Em espetáculos como Velox ou Rota, ignorou as linhas que separam dança
de atletismo, malabarismo ou circo, e surpreendeu. O resultado são casas lotadas
todas as noites (no Rio de Janeiro, o Teatro João Caetano prorrogou sua temporada de
um para três finais de semana), reconhecimento internacional e patrocínio exclusivo da
Petrobrás. Ninguém segura Deborah Colker.
"E, no cemitério, devota Alice, nós, os ossos, esperamos pelos
vossos."
Jorge Mautner e Nelson Jacobina, Morre-se Assim.
"Alô alô, Sumaré! Alô alô, Embratel! Alô alô, Intelsat 4! Alô alô, criançada do
meu Brasil! Aqui fala o Capitão Aza, comandante-em-chefe das forças armadas infantis
desse Brasil!". Era com essa militarizada convocação que Wilson Vianna, o
Capitão Aza, iniciava o programa infantil que apresentou entre 1966 e 1979, na
extinta TV Tupi do Rio de Janeiro
Refestelado no interior de uma nave espacial, vestindo uniforme da aeronáutica, com
capacete ilustrado por um grande "A" com asinhas e óculos escuros, o apresentador
preenchia as tardes dos telespectadores infantis como hoje fazem Xuxa e afins, com
desenhos animados de super-heróis como o Hulk, o Homem-Aranha, Speed Racer, e
aqueles filmes deliciosamente ruins do Ultra Man. Ex-delegado de polícia, ator com
mais de sessenta filmes nas costas (alguns até no México e nos EUA), Wilson Vianna
tirou de um certo Azambuja, militar que teria lutado durante a Segunda Guerra Mundial,
o nome que o faria famoso. Vitimado por um infarto em 3 de maio, deixou órfãos todos
os ex-combatentes das forças armadas infantis desse Brasil, ou seja, todos os
marmanjos que hoje estão na casa dos trinta ou quarenta anos. (Cláudio Beserra)
Gatinhos Viajandões
Tem louco pra tudo.
Dalli e Sammy, os dois gatinhos das fotos abaixo, pertencem a um casal
de texanos que os leva em viagens pelo mundo e os fotografa. Pois os
viajados bichanos, que já possuem um
sítio
próprio, têm também uma página com suas viagens,
a Cats Around the World. Deve ter
dado trabalho botar Dalli e Sammy sempre na mesma posição pra bater cada foto.
Nas Bermudas
Em San Francisco
Na Escócia
O LEITOR SE MANIFESTA:
Teste seu caráter
Encaminhado por Cláudio Beserra,
Rio de Janeiro - RJ
Imagine
Nas situações extremas a gente conhece as nossas próprias fraquezas. Uma pergunta para você.
Responda com sinceridade e então você poder auto-avaliar sua moral. É rápido, não tomará seu
tempo.
Trata-se de uma situação imaginária, porém você deve decidir o que faria...
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Você está em Washington, em meio ao caos dos terríveis momentos de terrorismo que
ocorrem em épocas de guerras. Você é um(a) repórter fotográfico que trabalha para a CNN e está
desesperado(a), tirando as fotos mais impactantes. De repente, vê o Bush, tentando
desesperadamente escapar de um terrorista armado que o está perseguindo.
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Ele está quase sendo descoberto e você tem a oportunidade de usar o seu celular para
chamar o FBI para resgatá-lo ou tirar a fotografia ganhadora do Prêmio Pulitzer, que daria a
volta ao mundo ao mostrar a morte de tão famoso político...
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Baseado em seus princípios éticos e morais e na fraternidade e solidariedade humanas,
responda sinceramente: