Misto de seção de cartas, livro de
recordações, agenda, diário, mural de recados, livro-caixa, manual
do escoteiro, guia de viagem, lista de compras, bloco de anotações,
caderninho de telefones.
Madonna mia, quando mi mudei ai da vecchia Itália para questa terra de ladron io já era um
ragazzo sacudido, ecco!?, como a signora mesmo costumava parlar. Despois mi casei com uma
negona piú bela que por aqui tem de monte e montei um ristorante de massas num bairro italiano
que se chama Bixiga. Ganhei dinheiro que nem água com o spaguetti che a signora me ensino a
faze, ecco!? Minha esposa me deu due figlie; tutti bella, má um maschio che é bom, no. Passei
cinque anni tentando convecê a patroa a engravida novamente, má ela num queria nem tocar no
assunto, repetia sempre: "No i basta." Parlava que má uma boca para alimenta ia arromba nostro
orchamento. Nóis brigava e ficava de mal, má a gente sempre vortava; tinha e tem molto amore
entre mim e ela. Um dia troquei as pílula anticoncepcioná dela por milhorá infantil e ela
emprenhou. A gestaçõm foi um porre. A nega gemia de noute e chorava de dia, ecco!? Má, Dio é pai
e num é padrasto, ecco!? Nasceu um batuta de um bitelo com a camisa do Parmeiras e com a
tatuagem de porco na bunda, ecco!? Agora eshtou molto felice!
Mais uma vez o Rio de Janeiro contempla seus habitantes e turistas com a montagem de
uma exposição de grandes proporções em torno de um tema específico. Estamos falando da
África que se instalou no CCBB em meados de outubro. Estão lá esculturas de vários
materiais, máscaras, objetos de uso pessoal, enfim, o acervo é fabuloso.
Como sempre, houve um cuidado de se organizar as peças dentro de um contexto
inteligível e prático para o espectador que vai rodar várias salas a
contemplar mais de 300 objetos! Ao invés de estarem divididas por país ou data de
origem, as peças obedecem a um critério de "uso ritual". Excelente
idéia, já que o visitante pode visualizar os objetos para além do seu caráter estético.
Entretanto, a proposta "educativa" se dilui na medida em que os olhos vão se cansando
de ler as etiquetas de minúsculas letras brancas em meio a tanta escuridão! As parcas
luzes cumprem apenas o insuficiente papel de destacar as peças com a justificativa de
valorizá-las. A escolha desse tipo de ambientação, embora cumpra a sua proposta
"cênica", atropela o caráter didático que uma exposição desse cunho nos traz. Há
outros furos relativos aos critérios museológicos da montagem; mas nada que um pouco
de paciência não resolva. Como costumo dizer nesses casos: vá com calma, e vá de
tênis! É imperdível. (Thatiana Murillo)
Criados pelo espanhol Francisco Ibañez em 1958, Mortadelo e Salaminho (Mortadelo y
Filemón, no original) ainda não eram agentes secretos, nem suas tiras eram longas aventuras
publicadas em álbuns. Foi em 1969 que a T.I.A. (agência parodiando a CIA norte-americana) os
contratou, e a série tomou o rumo de sátira às aventuras de espionagem.
Agora a dupla chega ao cinema num longa-metragem cheio de efeitos visuais e que tornou-se
recordista de bilheteria na Espanha. Dirigido por Javier Fesser e interpretado por Benito Pocino
e Pepe Viyuela, o filme agradou ao autor. O sítio oficial espanhol fica em
http://www.mortadeloyfilemonlapeli.com.
Quem gosta de escultura na areia, vai encontrar coisas interessantes como a foto abaixo no
endereço http://wallsculpture.com, e mais
ainda digitando "sculpture sand" (assim mesmo, entre aspas) na busca por imagens do
Google.
Centro do Rio de Janeiro, década de
1920
O projeto "Memórias do Comércio na Cidade do Rio de Janeiro", desenvolvido pelo Museu
da Pessoa (SP) em parceria com o SESC, realizou uma pesquisa sobre a vida de 41
cidadãos de diferentes ramos do comércio do Rio. Através dos depoimentos dos
entrevistados, encontra-se uma pequena história de lojas tradicionais que fazem parte
da paisagem da cidade há muitas e muitas décadas, como a Confeitaria Colombo, a Casa
Cruz, entre outras. A pesquisa porém não englobou somente "personagens" do antigo
centro, mas gente que fez surgir um comércio mais moderno, nascido muito tempo
depois - como a "Barraca do Pepê", a "Bumbum" e outras marcas que fizeram barulho
nas décadas de 70 e 80.
O projeto rendeu três frutos: um livro, um site ("Um Balcão na Capital - Memórias do
Comércio na Cidade do Rio de Janeiro", ligado ao portal do Museu da Pessoa) e uma
exposição que acaba de estreiar no espaço Arte Sesc (18/11), no bairro do Flamengo, e
deve permanecer em cartaz até meados de fevereiro.
Montagens fotográficas não são novidade na internet. Há um tal "tourist guy" que volta
e meia é visto circulando no World Trade Center, no Titanic ou em qualquer lugar onde
os web designers possam inserir a sua figura. Além dele, já apareceu até um hamster
gigante que, embora não tenha tantas possibilidades, consegue ser divertido.
Nenhum deles, no entanto, se compara ao Pelezinho Voador. Aproveitando a foto
original (de autoria de Patrick Lichfield) do rei do futebol dando sua famosa
bicicleta, os
idealizadores do blog (tentamos entrar em contato para descobrir quem são, mas fomos
solenemente ignorados) fizeram as montagens mais absurdas, engraçadas e geniais com
o atleta. Para quem quiser conferir, o Pelezinho Voador fica em
http://pelezinho.blogspot.com/.