Principal
   Editorial
   Tonitruâncias
   O Cisco de Olho
   Colunas
   Cinema & TV
   Filmoteca
   Programação
   Teatro
   Poesia
   Quadrinhos
   Ciscando
   Galeria
   Livros do Cisco
   Todos os Autores
   Grupo de Discussão
   Piadas
   Doações
   Serviços
   Créditos
   E-mail

  Busca



No Cisco Na web

                 Fornecido por FreeFind


leitor(es) de bom gosto
onl
ine
    

#   A    B   C    D   E    F   G    H   I    J   K    L   M   
N   O    P   Q    R   S    T   U    V   W    X   Y    Z



A Estranha Família de Igby*


Igby Goes Down,
EUA, 2002.


Com KIERAN CULKIN, CLAIRE DANES, JEFF GOLDBLUM, SUSAN SARANDON, BILL PULLMAN, AMANDA PEET, JARED HARRIS, RYAN PHILLIPPE, RORY CULKIN, PETER TAMBAKIS, KATHLEEN GATI, BILL IRWIN, GANNON FORRESTER, CELIA WESTON, ELIZABETH JAGGER, ERIC BOGOSIAN.

Música: UWE FAHRENKROG PETERSEN. Co-produção: MIGEL, TRISH HOFFMANN. Fotografia: WEDIGO VON SCHULTZENDORFF. Montagem: WILLIAM M. ANDERSON. Desenho de produção: KEVIN THOMPSON. Produção executiva: HELEN BEADLESTON, FRAN LUCCI, DAVID RUBIN, LEE SOLOMON. Produção: LISA TORNELL, MARCO WEBER. Escrito e dirigido por BURR STEERS.

Estréia no RJ: 08.08.2003.






Sinopse e comentário.



    Drama sobre a adolescência. Aos 17 anos, Igby Slocumb é um jovem desajustado e sarcástico que, após ser expulso de todas as escolas onde estudou e de ter passado pelo Colégio Militar e por uma clínica de desintoxicação, divide seus dias entre o ódio à mãe egoísta e viciada em comprimidos, o desprezo pelo irmão mais velho, bem sucedido e republicano, e as lembranças do pai, que não suportou a "grande pressão" sobre ele e hoje vive internado num sanatório. Tutelado por D.H., o padrinho rico, Igby vai empurrando a vida com a barriga, metendo-se com drogas e morando clandestinamente no apartamento de Rachel, dançarina viciada e amante de D.H., até que conhece a jovem Sookie, por quem aos poucos irá se apaixonando.


    Embora os filmes que retratem a difícil passagem da adolescência para a maturidade tenham mais ou menos os mesmos elementos (brigas familiares, fugas, rebeldia, desilusões amorosas), o diferencial entre eles está na maneira de contar a história e no talento de seus protagonistas. Este Igby Vai À Luta se dá bem nos dois lados. O diretor-roteirista Burr Steers (que antes só havia feito pequenos papéis como ator em filmes como Nu em Nova York, Cães de Aluguel e Pulp Fiction) mostra não apenas que sabe, mas que também gosta de narrar, e gosta de seus personagens, dando-lhes atenção e boas falas (que os atores, todos ótimos, não desperdiçam). Sensível e irônico, Steers capricha nos diálogos ácidos e recusa terminantemente a pieguice, mesmo nos momentos em que ela surge quase inevitável, como na revelação da traição da namorada ou no tardio pedido de desculpas do filho à mãe. Também é responsável por belos momentos como a seqüência no restaurante, onde D.H., sem pronunciar qualquer palavra, rejeita Rachel. Nessa hora, a música e a expressão dos atores tornam o verbo completamente dispensável.


    E a música é outro dos acertos de Igby. Tanto a original, que alterna suingue e lirismo e fica a cargo de Uwe F. Petersen, quanto as canções escolhidas para enriquecer as cenas, passam um clima muito bom ao espectador. O filme inteiro, aliás, passa isso mesmo, e há que se destacar também, no elenco, a presença dos sempre ótimos Susan Sarandon como uma bruxa irônica e suicida, e Jeff Goldblum, como um divertido e caricato D. H. Sem falar no protagonista Kieran Culkin, bem mais simpático e talentoso do que irmão McCauley. Há também uma ponta, logo no início, do escritor Gore Vidal (de quem o diretor é sobrinho) como diretor de uma escola de padres. Destaque ainda para a seqüência da análise, onde Igby leva uma surra do psicanalista, e para a surpreendente crise de Bill Pullman no banheiro. Surpreendente não apenas por causa da intensidade dramática, mas por ter sido protagonizada por Bill Pullman, um dos atores mais apagados do cinema americano, cujo papel de maior destaque até então foi o de Presidente dos EUA em Independence Day, e de quem ninguém espera nada. (M.L.)


*Este filme foi exibido no Festival do Rio em 2002 com o título Igby Vai à Luta, e lançado comercialmente no ano seguinte com o título atual.


Comente esse texto: comentário (s) até agora.








#   A    B   C    D   E    F   G    H   I    J   K    L   M   
N   O    P   Q    R   S    T   U    V   W    X   Y    Z






  Criação e edição:


     Volta ao Topo

   Principal    Editorial    Tonitruâncias    O Cisco de Olho    Colunas    Cinema & TV    Filmoteca    Programação    Teatro    Poesia    Quadrinhos    Ciscando    Galeria    Livros do Cisco    Todos os Autores    Grupo de Discussão    Piadas    Doações    Serviços    Créditos
   E-mail

  Busca



No Cisco Na web

                 Fornecido por FreeFind


leitor(es) de bom gosto
onl
ine



Melhor visualizado com o navegador Internet Explorer 5.0 ou superior,
com resolução de 800x600.



Vergonha na cara não é vírus.