O Exterminador do Futuro 3 A Rebelião das Máquinas
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Terminator 3 - Rise of the Machines,
EUA / Alemanha, 2003.
Com ARNOLD SCHWARZENEGGER, NICK STAHL, CLAIRE DANES,
KRISTANNA LOKEN, DAVID ANDREWS, MARK FAMIGLIETTI, EARL BOEN, MOIRA HARRIS, CHOPPER BERNET,
CHRIS LAWFORD, JON FOSTER.
Baseado em personagens criados por JAMES CAMERON &
GALE ANNE HURD.
Música: MARCO BELTRAMI.
Tema composto por BRAD FIEDEL.
Fotografia: DON BURGESS.
Montagem: NEIL TRAVIS, NICOLAS DE TOTH.
Desenho de produção: JEFF MANN.
Produção executiva: MORITZ BORMAN, GUY EAST, GALE ANNE HURD,
ASLAN NADERY, VOLKER SCHAUZ, NIGEL SINCLAIR.
Produção: MATTHIAS DEYLE, MARIO F. KASSAR, HAL LIEBERMAN, JOEL B. MICHAELS, ANDREW G. VAJNA, COLIN WILSON.
Roteiro: JOHN BRANCATO & MICHAEL FERRIS.
História: JOHN BRANCATO & MICHAEL FERRIS e TEDI SARAFIAN.
Direção: JONATHAN MOSTOW.
Estréia no RJ: 01.08.2003.
Sinopse e comentário.
Aventura / ficção científica. Dez anos após ter escapado, ainda
adolescente, da morte nas mãos de um exterminador (que viria do futuro eliminar aquele que se
tornaria o líder da resistência na guerra contra as máquinas), John Connor é um homem
amargurado, sem emprego ou moradia fixa, sempre temendo o dia de amanhã e tudo fazendo para não
deixar registros de sua presença. Seus temores se confirmam quando, ao ser aprisionado numa
clínica veterinária por Kate Brewster, ex-colega de infância que o confunde com um ladrão, é
raptado por um novo andróide que, como da outra vez, foi reprogramado para voltar no tempo e
protegê-lo. Da mesma forma, um outro exterminador, o TX (modelo de aparência feminina, mais
moderno e mortal que seu antecessor), veio do futuro para matar não apenas John, mas todos os
demais combatentes, incluindo Kate. O grupo segue, assim, ao encontro de Robert Brewster, pai
de Kate, oficial da aeronáutica responsável pelo Skynet, programa de segurança capaz de
controlar todo o armamento nuclear americano, e que está ameaçado por um desconhecido e poderoso
vírus cuja ação pode paralisar todo o sistema de defesa mundial.
À primeira vista, uma nova seqüência para O Exterminador do
Futuro soa sem propósito e parece picaretagem do astro Arnold Schwarzenegger (cuja carreira
não vai bem das pernas) e dos produtores. O episódio anterior praticamente dá como encerrada a
possibilidade da tal "rebelião das máquinas" e do tal "dia do julgamento". Mas esta terceira
parte logo trata de negar o futuro incerto que encerrava a antecessora, e diz que não só o dia
do julgamento é inevitável, como as medidas tomadas para escapar à desgraça só fizeram
antecipá-la. E, para surpresa do espectador, a afirmação não é gratuita. Graças a um roteiro
bem amarrado e fiel à mitologia da série, O Exterminador do Futuro 3 cria novas
possibilidades para o universo imaginado pelo diretor / autor James Cameron (que pulou do barco
e não consta dos créditos), mantendo o público atento até o final.
E que final. Nos últimos minutos a série retorna ao clima sombrio do
primeiro filme, e - acredite se quiser - fecha a coisa tão bem que, ao sair do cinema ainda com
a música tema de Brad Fiedel na cabeça, dá até vontade de ver um quarto episódio. Mas não
carece o leitor de desconfiar de tanto entusiasmo. Defeitos há. As seqüências de ação, fora a
empolgante perseguição inicial (que envolve caminhão, moto, grua, e provoca verdadeiro
pandemônio nas ruas), as cenas de ação não vão além do tradicional, e servem apenas para que
continuemos assistindo. Do elenco inexpressivo quem se destaca é a "andróide" Kristanna Loken,
mas pela incompetência. Seu único atrativo é aparecer peladinha no início do filme, porque
depois a infeliz mostra-se incapaz de ser ameaçadora, ou de aparentar uma máquina indestrutível
como fez Robert Patrick no filme anterior. É, portanto, curioso e surpreendente que, nos tempos
atuais do cinema de ação americano, este filme se torne um bom entretenimento não por causa dos
efeitos visuais ou de um elenco estelar. É o roteiro, com sua trama instigante, citações bem
humoradas (a primeira delas, de fazer gargalhar) e algumas piadinhas nos diálogos (como o
acréscimo de "noções de psicologia" na programação do andróide de Schwarzenegger), que realiza
o milagre de manter viva uma série que parecia já ter dado tudo o que tinha para dar.
(M.L.)
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