Jason Vive Sexta-Feira 13 Parte VI
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Jason Lives - Friday the 13th Part VI,
EUA, 1985.
Com THOM MATHEWS, JENNIFER COOKE, DAVID KAGEN, RENEE JONES,
KERRY NOONAN, DARCY DEMOSS, TOM FRIDLEY, ALAN BLUMENFELD, MATTHEW FAISON, ANNY RYERSON,
TONY GOLDWYN, NANCY McLOUGHLIN, RON PALILLO.
Música: HARRY MANFREDINI.
Efeitos especiais: MARTIN BECKER.
Montagem: BRUCE GREEN.
Fotografia: JON KRANHOUSE.
Produção: DON BEHRNS.
Escrito e dirigido por TOM McLOUGHLIN.
Estréia no RJ:
Sinopse e comentário.
Horror. A fim de livrar-se das alucinações que o perseguem desde que
matou, quando era criança, o assassino Jason Voorhees, o jovem Tommy Jarvis retorna ao cemitério
de Crystal Lake, agora Forrest Green (a cidade mudou de nome para evitar a associação com os
assassinatos). Após abrir o túmulo e, durante uma crise de nervos, cravar uma lança de metal no
corpo do cadáver, Tommy é surpreendido por um raio que atinge a lança, trazendo Jason de volta
à vida. Conseguindo fugir do assassino, agora um monstro deformado e com força sobrenatural,
Tommy procura ajuda na delegacia, mas, além de não lhe ouvir, o delegado Garris ainda o prende
por desacato. Tommy acabará sendo solto e, com a ajuda de Megan, filha do delegado, descobrirá
num livro de ocultismo que a única maneira de vencer Jason é levando-o de volta às profundezas
do lago onde ele morrera. O que deverá ser feito logo, pois o assassino já começou a fazer
vítimas, e segue em direção a uma colônia de férias cheia de crianças.
No começo esse filme até engana, fazendo pensar que, ao contrário de
todos os anteriores, enfim realizaram um episódio razoável. Méritos da fotografia bem cuidada e
de alguns diálogos espertos no início ("Nos filmes", diz uma personagem ao namorado, no carro,
ao dar de cara com Jason no meio da estrada, "quando um mascarado surge na estrada é sinal de
problemas"). Mas o diretor/roteirista Tom McLoughlin perde logo o fôlego e deixa de lado o
humor auto-referencial, repetindo as mesmas situações tantas vezes já vistas. Além do casal no
carro, Jason mata um grupo de executivos que brincava de paint ball no mato, um coveiro,
um outro casal dentro de um trailer, duas recreadoras infantis e mais alguns policiais (um
deles até chega a lhe dar uma surra, mas não sobrevive pra contar a história). Em nenhuma das
cenas há qualquer suspense ou originalidade, e, ainda que aqui a mitologia do monstro
sobrenatural (arranhada no filme anterior) seja recuperada, e Jason exibido com pompa e
circunstância, como se vê na cena dele de pé sobre o trailer em chamas, tais artifícios
agradarão apenas os fãs da série, e mais ninguém.
(M.L.)
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