Jason X,
EUA, 2001.
Com LEXA DOIG, KANE HODDER, LISA RYDER, CHUCK CAMPBELL,
JONATHAN POTTS, PETER MENSAH, MELYSSA ADE, MELODY JOHNSON, PHILLIP WILLIAMS, DERWIN JORDAN,
DOV TIEFENBACH, DAVID CRONENBERG, BOYD BANKS, KRISTI ANGUS, YANNI GELLMAN.
Música: HARRY MANFREDINI.
Produtora associada: MARILYN STONEHOUSE.
Supervisão de efeitos especiais: KELLY LEPKOWSKY.
Montagem: DAVID HANDMAN.
Desenho de produção: JOHN DONDERTMAN.
Fotografia: DERICK UNDERSCHULTZ.
Produção executiva: SEAN S. CUNNINGHAM, JIM ISAAC.
Produção: NOEL CUNNINGHAM.
Escrito por TODD FARMER.
Direção: JIM ISAAC.
Estréia no RJ: 11.01.2002.
Sinopse e comentário.
Ficção científica / horror, décimo episódio da série iniciada em
1980 com Sexta-Feira 13, agora transportando a ação para o futuro. No ano de 2010, o
campo de férias Crystal Lake tornou-se um laboratório de pesquisas, sendo a principal delas o
corpo mantido congelado do lendário assassino Jason Voorhees, responsável pela morte violenta
de mais de duzentas pessoas. Tentando impedir o descongelamento de Jason, a Dra. Rowan acaba
testemunhando novos assassinatos quando o assassino volta à vida, mas consegue enviá-lo de
volta à câmara de onde saiu. Um vazamento, no entanto, faz com que Rowan seja congelada junto
com Jason, assim permanecendo por quatro séculos até ser resgatada por uma expedição
arqueológica em 2455. Por intermédio do Dr. Lowe, chefe da expedição, Rowan vem a saber que
está a bordo de uma nave de pesquisa, junto com cientistas, estudantes e agentes de segurança,
a caminho da Terra 2 (a "antiga" Terra tornou-se um planeta inabitável), e que Jason também foi
resgatado, embora ainda mantido congelado. Por questões financeiras (há compradores para o
corpo do assassino), Lowe recusa-se em ouvir os alertas de Rowan e liqüidar de vez com o
assassino, sem saber que Jason já retornou à vida e começou a fazer novas vítimas dentro da
nave.
Quem acompanha a série já sabe que continuidade não é elemento
respeitado pelos realizadores. Não interessa se em outros episódios Jason morrera
irremediavelmente, se livrara de sua maldição ou foi parar no inferno. Já que não há como
ressuscitá-lo a partir do ponto onde o episódio anterior parou, ignora-se o que já foi feito,
e inventa-se outro passado para o personagem. Neste décimo episódio, não se explica como Jason
foi capturado pelas autoridades, que, segundo a Dra. Rowan conta, submeteram o criminoso a todo
tipo de execução possível, até a forca, sem que ele morresse. Mas ninguém quer saber disso.
Para os fãs, só interessa a contagem de cadáveres, e não a diferença que pode existir entre um
filme e outro.
E os realizadores bem que se esforçaram para fazer deste Jason X
um filme "diferente". A desgastada fórmula do monstro indestrutível massacrando suas vítimas
numa colônia de férias foi substituída pela desgastada fórmula do monstro indestrutível
massacrando suas vítimas numa nave espacial. Para embalar o "toque de gênio", muitos efeitos
especiais, cenários bem cuidados, figurinos moderninhos e todos aqueles elementos narrativos
que vêm sendo repetidos desde 1979, quando Alien - O Oitavo Passageiro foi lançado. Até
as piadinhas, como a citação à Microsoft, são requentadas, da mesma forma que a seqüência da
surra que Jason toma da andróide gostosinha. O apelo sexual barato, aliás, é outra das marcas
obrigatórias desse tipo de filme, visto logo de cara no casalzinho libidinoso (que geralmente
são os primeiros a morrer), mas não devemos esquecer do chefe ambicioso, e da péssima pontaria
dos heróis, que também não primam pela rapidez de raciocínio.
No entanto, ao mesmo tempo em que não está nem aí para o bom cinema,
Jason X faz alguns afagos nos fãs de carteirinha, principalmente na volta do
protagonista a Crystal Lake (mesmo com este não passando de um cenário virtual) e no final
cinicamente divertido. Aos 21 anos, parece não restar muito a esta série maior de idade a
apresentar (correm boatos de um Jason Contra Freddy, juntando-o ao protagonista dos
vários A Hora do Pesadelo, Freddy Krueger), visto que não parece estar nos planos dos
produtores esculhambar tudo de vez. Como curiosidade, o diretor David Cronenberg faz uma ponta
no início, pronunciando algumas palavras e sendo assassinado em seguida.
(M.L.)
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