Principal
   Editorial
   Tonitruâncias
   O Cisco de Olho
   Colunas
   Cinema & TV
   Filmoteca
   Programação
   Teatro
   Poesia
   Quadrinhos
   Ciscando
   Galeria
   Livros do Cisco
   Todos os Autores
   Grupo de Discussão
   Piadas
   Doações
   Serviços
   Créditos
   E-mail

  Busca



No Cisco Na web

                 Fornecido por FreeFind


leitor(es) de bom gosto
onl
ine
    




Planejamento Urbano & Zoning

Maria Grasiela de Almeida Dantas. Editora Universitária - UFPB. Paraíba, 2003. 255 páginas.







    O Conjunto Residencial Costa e Silva é um conglomerado de 600 casas, construídas pelo Governo Estadual, à margem da BR-101, nas proximidades do Distrito Industrial de João Pessoa.

   A construção data de 1971, era do "Brasil Milagre", e a denominação foi uma homenagem a personagem da Ditadura Militar. A planta original previa duas grandes áreas públicas. Uma, destinada a uma praça, e outra seria usada como quadra de esportes. As casas seriam ocupadas, em princípio, pelos operários das fábricas do Distrito Industrial, quando o Governo dava incentivos às empresas do Sul para se estabelecerem no Nordeste, beneficiadas através do Artigo 34/18 da então poderosa Sudene.

   Quase 35 anos depois, o Conjunto Costa e Silva, com seus 15 mil habitantes, de renda mínima, não passa de bairro-dormitório, que não se desenvolveu economicamente e teve seu projeto original invadido pela irresponsabilidade do Poder Público, que construiu ao redor um apertado cinturão de favelas movidas a taipa.

   Bem no meio do terreno, onde seria construída uma praça, o que existe é um aglomerado de sub-moradias habitadas pela população miserável. Mais adiante, onde deveria haver uma quadra de esportes, outras aberrações: uma grande construção ilegal, onde já funcionou um Forrótimo, de atividades obscuras, depois uma Igreja Universal, para enganar a boa-fé dos que perderam a esperança, e agora é um galpão abandonado.

   E mais: proliferam no local oficinas mecânicas de automóveis, bares tipo mosqueiros, borracharias, etc.

   Este estado de coisas - apenas um exemplo da desorganização pública, social e privada da maioria das cidades brasileiras - é tratado, a nível científico, pela escritora, pesquisadora e arquiteta paraibana, Maria Grasiela de Almeida Dantas, no livro "Planejamento urbano & Zoning". Este livro é parte da Tese de Doutorado que a autora defendeu na Faculdade de Arquitetura da Universidade Politécnica da Catalunha (Barcelona, Espanha), quando recebeu a nota máxima, ou seja, "distinção, láurea e excelência". O título geral da Tese: "Flexibilidade do modelo de Zoning para a competitividade das cidades... caso das maiores cidades brasileiras".

   Nesta obra, destinada a estudantes, arquitetos, engenheiros, professores e pessoas interessadas em Urbanismo, a autora analisa e critica os entraves burocráticos ao desenvolvimento das cidades, trazendo à luz as idéias, pensamentos e preocupações de vários teóricos sobre o assunto, dissecando a História dos aglomerados humanos, desde a Antiguidade, passando pelas cidades clássicas até a Arquitetura contemporânea, após a Carta de Atenas, assinada em 1933, que marcou época.

   O livro foi publicado pela Editora Universitária da Universidade Federal da Paraíba, com apresentação do arquiteto Alberto Sousa. Preço do exemplar: R$ 35,00. Pedidos à autora: grasieladantas@yahoo.com.br. (Maria José Limeira)




Comente esse texto: comentário (s) até agora.






Voltar a Resenhas





Voltar a Livros do Cisco



 
 
      

Mala direta

Digite seu e-mail:
   
 




  Criação e edição:


     Volta ao Topo

   Principal    Editorial    Tonitruâncias    O Cisco de Olho    Colunas    Cinema & TV    Filmoteca    Programação    Teatro    Poesia    Quadrinhos    Ciscando    Galeria    Livros do Cisco    Todos os Autores    Grupo de Discussão    Piadas    Doações    Serviços    Créditos
   E-mail

  Busca



No Cisco Na web

                 Fornecido por FreeFind


leitor(es) de bom gosto
onl
ine



Melhor visualizado com o navegador Internet Explorer 5.0 ou superior,
com resolução de 800x600.



Vergonha na cara não é vírus.