Anger Management,
EUA, 2003.
Com ADAM SANDLER, JACK NICHOLSON, MARISA TOMEI, LUIS GUZMÁN,
JONATHAN LOUGHRAN, KURT FULLER, KRISTA ALLEN, JANUARY JONES, JOHN TURTURRO, LYNNE THIGPEN,
NANCY WALLS, WOODY HARRELSON, KEVIN NEALON, ALLEN COVERT, RUDOLPH GIULIANI, HEATHER GRAHAM,
JOHN McENROE, JOHN C. REILLY, HARRY DEAN STANTON.
Música: TEDDY CASTELLUCCI.
Fotografia: DONALD McALPINE.
Co-produção: ALLEGRA CLEGG, DEREK DAUCHY, MICHAEL EWING.
Montagem: JEFF GOURSON.
Desenho de produção: ALAN AU.
Produção executiva: ALLEN COVERT, TODD GARNER, TIM HERLIHY,
JOHN L. JACOBS, ADAM SANDLER.
Produção: BARRY BERNARDI, JACK GIARRAPUTO.
Escrito por DAVID DORFMAN.
Direção: PETER SEGAL.
Estréia no RJ: 05.09.2003.
Sinopse e comentário.
Comédia. Durante uma viagem aérea, um acidente leva o tímido e
contido David Buznik a julgamento por uma suposta agressão à aeromoça. A juíza considera o réu
culpado, e David é condenado a se submeter a um tratamento para a raiva de trinta dias com o
excêntrico psiquiatra Buddy Rydell, que o vê como um perigoso caso de "revolta implosiva".
Assim, além de assistir as sessões com pacientes furiosos, David terá também de aturar a
companhia de Rydell 24 horas por dia, pois este se muda para sua casa, o acompanha ao trabalho e
exerce todo tipo de provocação para irritá-lo, chegando até a cortejar sua namorada, a
professora Linda.
O protagonista Adam Sandler e a sinopse já denunciam: este filme contém
cenas de humor grosseiro (mais indicado a adolescentes, com referências a tamanho do pinto,
flatulências e preconceitos), citações a grupos de música pop (aqui, os Carpenters, vistos por
Rydell como incitadores de revoltas) e um final meloso onde o protagonista fica com a mocinha e
com a lição valiosa que vai aprender. Como não é o bobo que aparenta (o ator também é produtor
executivo), Sandler tratou de arrumar um atrativo que chamasse a atenção de um público maior do
que o que normalmente vai ver seus filmes, e botou Jack Nicholson para fazer Rydell. De quebra,
conseguiu um bocado de gente talentosa e/ou ilustre (os nomes vão desde o sumido Harry Dean
Stanton até o ex-prefeito Rudolph Giuliani) para fazer pontas, e o resultado é aquilo mesmo
descrito no início do parágrafo, só que com uma ou outra piada engraçada.
Ator que vem carregando filmes nas costas, Nicholson não deve ter tido
trabalho para fazer o psiquiatra galante, inteligente e insuportável. Bastou não levar nada a
sério e exagerar na atuação, para arrancar boas gargalhadas do espectador em cenas como a que
recebe a notícia da internação de sua mãe, ou as iniciais, no avião. Além dele, as pontas de
Woody Harrelson como um travesti, John C. Reilly como um monge budista e o citado Harry Dean
Stanton como cego também divertem. E há a presença de Marisa Tomei, mulher que todo homem
gostaria de ter, como a namoradinha. Assim, o filme vai seguindo como quem não quer nada e
segurando o público até o final lamentável e previsível, onde por pouco os acessos de raiva não
levam à vontade de usar o recurso de Rydell e ficar repetindo o mantra "Goosfraba" para
se acalmar. Destaque ainda para o gatinho gordo para quem David é incumbido de criar uma linha
de agasalhos.
(M.L.)
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