A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa
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Revenge of the Pink Panther,
Inglaterra / EUA, 1978.
Com PETER SELLERS, HERBERT LOM, DYAN CANNON, BURT KWOUK,
ROBERT WEBBER, ROBERT LOGGIA, PAUL STEWART, ADRIENNE CORRI, DOUGLAS WILMER, ALFIE BASSI,
SUE LLOYD, TONY BECLEY, GRAHAM STARK, ANDRE MARANNE, FERDY MAYNE, VALERIE LEON, ELISABETH WELCH,
CHARLES AUGINS, LON SATTON, DANNY SCHILLER.
Desenho de produção: PETER MULLINS.
Montagem: ALAN JONES.
Abertura e animação: DEPATIE-FRELENG.
Fotografia: ERNEST DAY.
Música: HENRI MANCINI.
Move ’em Out, letras de LESLIE BRICUSSE,
interpretada por LON SATTON.
Produtores associados: DEREK KAVANAGH, KEN WALES.
Produtor executivo: TONY ADAMS.
Roteiro: FRANK WALDMAN, RON CLARK e BLAKE EDWARDS.
História: BLAKE EDWARDS.
Produção e direção: BLAKE EDWARDS.
Estréia no RJ:
Sinopse e comentário.
Comédia, quinto filme com o Inspetor Clouseau. França. A fim de
recolocar a Conexão Francesa na rota do tráfico internacional de drogas, o milionário e
criminoso Philippe Douvier contrata assassinos para matar o policial mais importante do país, o
Inspetor Chefe Jacques Clouseau. Por engano, a emboscada preparada para o detetive acaba
vitimando outro criminoso, e Clouseau é dado como morto. Reintegrado então a seu antigo posto
após receber alta do manicômio onde estava internado, o Inspetor Charles Dreyfus assume o caso
da "morte" de seu arqui-rival, sem saber que Clouseau está vivo. Este, por sua vez, com a ajuda
do criado Cato e da ex-amante de Douvier, Simone LeGree, partirá para Hong Kong a fim de evitar
a venda de um carregamento de heroína aos americanos.
Seguindo a aparente injeção de ânimo que foi A Nova Transa da Pantera
Cor-de-Rosa, o filme anterior, neste A Vingança... a série voltou a dar sinais de
cansaço. Repetindo fórmulas num roteiro sem muita inspiração, o diretor-produtor-autor Blake
Edwards colocou seu mais famoso personagem escapando de bombas redondas como as dos desenhos
animados; causando um incêndio na delegacia; tocando corneta da mesma maneira que fez em outro
filme (o clássico Um Convidado Bem Trapalhão); e provocando um pandemônio na seqüência
final, onde todos se encontram dentro de um armazém de pólvora.
Peter Sellers continua impagável, e a direção investe tanto em seu
talento que esquece do resto. As piadas giram quase todas em cima de seus disfarces: Clouseau
aparece como marinheiro perneta, coroinha, mandarim, mafioso ítalo-americano (com direito
inclusive a bolas de algodão dentro da boca) e até como travesti. Curiosamente, quase não
aparece com os característicos capote e chapéu. Nos diálogos idiotas com Dyan Cannon, ou na
imitação de italiano (exclamando "Al Pacino! Viva Zapata!"), ou ainda no breve momento em que,
ao olhar para a câmera, lembra o Oliver Hardy do Gordo & o Magro, Sellers mostra o quanto pode
haver de humor no detalhe, na seriedade e na dedicação. Merecem ainda registro as dobradinhas
que faz com Herber Lom, o arqui-rival Dreyfuss, engraçadíssimo ao deparar-se com o "fantasma" de
Clouseau, e ao persegui-lo, a tiros, em Hong Kong.
O roteiro dessa vez foi generoso com o personagem Cato, interpretado por
Burt Kwouk. Aqui, o criado não apenas transforma a casa do patrão, que julgava morto, num bordel
chinês com direito a uma dominatrix que chicoteia Clouseau, como vai com ele numa missão. A
semelhança com duplas dinâmicas de outros seriados aumenta quando o Inspetor aparece com um
carro envenenado, o "Foguete Prateado". O elenco repete ainda o ator Graham Stark, que a cada
filme interpreta um personagem diferente. Aqui, é o dono da loja de disfarces, Auguste Balls,
cujo sobrenome dá margem a um monte de trocadilhos.
(M.L.)